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Bateria dá impulso para uma vida nova

Publicado em: 02/08/2010

O médico Alexandre Mac Donald Reis, que atua no Centro de Neurologia Cirúrgica do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, foi, juntamente com seu pai, o médico Telmo Reis, o responsável pela realização da cirurgia no felizense Dalso Hahn.
 

A doença de Parkinson acometia o felizense Dalso Aloysio Hahn há 9 anos. Desde o início da manifestação da doença, o caso de Dalso se agravava dia após dia, o que comprometia seus serviços na Mecânica Técnica Feliz, onde é sócio. Mesmo a realização de tarefas simples, como comer, caminhar e dirigir eram difíceis. Os remédios utilizados em quantidades cada vez maiores já não faziam mais o efeito esperado, e junto com a doença, a depressão e o sentimento de tristeza diante da situação passam a ser mais uma tormenta na vida de quem sofre de Parkinson.

 

Nos últimos tempos, no entanto, a vida de Dalso, casado com Clarice Eidt, tomou um novo rumo, depois que a sobrinha Luiza Dewes, que trabalha no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, trouxe a novidade de uma cirurgia contra a doença de Parkinson. O casal procurou a equipe de neurocirurgiões do hospital da capital e uma primeira avaliação reacendeu a esperança para Dalso. “O médico me disse que eu ainda tinha três coisas fundamentais, que a doença normalmente tira: a memória, a família e o emprego”, recorda Dalso, emocionado. E, a partir deste primeiro prognóstico, ele encarou a cirurgia com coragem e muita esperança, sendo submetido ao procedimento no dia 29 de maio. Após 7 horas de cirurgia, Dalso acordava para uma nova vida.

 

Transcorrido mais de um mês desde a operação, o mecânico de 60 anos está feliz, em casa, aguardando ansioso o retorno para o trabalho. “Aconselho quem sofre deste mal a fazer a cirurgia”, indica Dalso, satisfeito com os resultados e o controle da doença. Ele não treme mais e caminha normalmente, mas precisa cantar alto para exercitar bem os maxilares e voltar a falar com desenvoltura, o que também já estava comprometido pela doença.

 

O restabelecimento para a vida normal inclui sessões de fisioterapia, consultas e avaliações frequentes nos primeiros três meses e medicamentos, além de torcida, para que o corpo não rejeite o aparelho e nem infeccione no local. Mas no que depender do “novo” Dalso, da esposa e dos dois enteados, a única tremedeira que ele deverá ter de agora em diante é de emoção.

 

Fonte: Jornal Primeira Hora (Feliz/RS)



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